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Renamo aceitar parar com ataques armados

Quinta-feira, 06.03.14

A Renamo aceitou parar com os ataques armados contra a população civil e posições das Forças de Defesa e Segurança estacionadas ou em movimento o mais breve possível, na sequência do entendimento alcançado ontem com o Governo em sede do diálogo político que decorre no Centro Internacional de Conferências Joaquim Chissano, em Maputo, sob observação nacional.
As duas partes já identificaram os mecanismos de cessação dos ataques. Porém, falando a jornalistas à saída de mais uma ronda do diálogo político, o chefe da delegação do Governo, José Pacheco, não se referiu a tais mecanismos, defendendo que ainda é necessário continuar a identificá-los e a calendarizá-los.
“Não é relevante citar os mecanismos nesta fase, porque estamos ainda a construí-los”, disse, sublinhando que os mesmos visam a cessação dos ataques perpetrados pela Renamo, bem como o seu desarmamento.
José Pacheco descreveu o ambiente em que está a decorrer o diálogo nesse sentido como sendo de muita cordialidade, antevendo-se resultados positivos sobre a matéria. O chefe da delegação governamental afirmou que a Renamo, que está na Assembleia da República, está a trabalhar muito bem, contudo existe uma outra acção violenta da Renamo, que na segunda-feira última traduziu-se num ataque a uma viatura da Polícia, cuja missão era fazer reabastecimentos logísticos.
“As nossas Forças de Defesa e Segurança defenderam-se e estão a perseguir quem perpetrou o ataque ao carro da Polícia”, disse, em reacção à acusação da Renamo sobre um alegado bombardeamento, com recurso a armas pesadas, levado a cabo ontem pelas FDS na região da Gorongosa.
José Pacheco assegurou, porém, que em sede do diálogo as duas partes vão continuar a trabalhar para que os ataques deixem de acontecer. Disse que à luz da Constituição da República nenhum partido deve se socorrer da violência para alcançar o poder.
Referiu-se aos progressos alcançados pelas partes relativamente à Lei Eleitoral, cuja revisão foi recentemente aprovada pela Assembleia da República, afirmando que tudo indicava que se iria avançar, mas “meia volta somos surpreendidos com os ataques da Renamo contra cidadãos indefesos, as Forças de Defesa e Segurança e saques, sobretudo, a farmácias”.
A Renamo, na voz do chefe da sua delegação ao diálogo com o Governo, apesar de aceitar parar com os ataques, exige o envolvimento da comunidade internacional no processo que designa de cessar-fogo. José Pacheco afirmou que, ao que tudo indica, existe tendência de se tratar o assunto a nível doméstico entre as duas partes e com o envolvimento dos observadores nacionais.
“Na construção dos mecanismos, espero que não haja imposições nesse sentido. Para já, há um entendimento de que existem condições à escala nacional de darmos o tratamento doméstico a este assunto”, indicou.
Por seu turno, Saimone Macuiana explicou que as partes continuam a discutir os assuntos que têm a ver com os mecanismos, garantias de fiscalização e o controlo do cessar-fogo.
“No diálogo desta quarta-feira, pudemos reiterar os grandes avanços alcançados, que têm a ver com a necessidade de cessar o conflito armado o mais rápido possível. Esperamos que ao longo dos próximos dias possamos ter condições criadas para o cessar-fogo”, disse, revelando que sobre esta matéria o seu partido colocou à mesa do diálogo questões sobre as garantias de todos os militantes.
Segundo Macuiana, a questão central é que ao se chegar à situação de cessar-fogo, tem de estar claro que não haverá em Moçambique detidos ou presos por razões políticas.
“Isso tem de acontecer, porque se cessarmos fogo e continuar a haver presos políticos, não teremos resolvido o problema. O nosso objectivo é que possamos ter um cessar-fogo duradouro que irá permitir que as gerações vindouras não possam ter Moçambique em situações idênticas às que aconteceram depois dos acordos de Roma”, disse, acrescentando que todos os aspectos negativos e positivos do AGP deverão ser capitalizados no sentido de se procurar a melhor forma para uma paz efectiva no país.
Para além dos observadores nacionais aceites pelas partes, a ronda do diálogo realizada ontem contou também com a presença de peritos militares do Governo e da Renamo.

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publicado por Novaldo às 10:57





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